Espaço de criação

 Ela lançou a pergunta e mordeu um bom pedaço do pão de queijo. Engoli em seco, levei a mão ao queixo, ajeitei os óculos – como cabe a todo pseudo ou verdadeiro intelectual -, sorri só com o canto dos lábios.

- Pra que da terra se conheça os homens, pra que haja um registro do que é ser “humano”, pra que você viva mil vidas sendo só você…

Ela sorriu com todo o rosto, brilhou os olhos como se fosse sol e, tocando os dedos na minha mão, completa:

- E pra esquecer que somos imperfeitos e nos fingir de imortais?

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